Concurso IBGE: verba prevista para Censo é insuficiente, confirma instituto

Para o Censo Demográfico e o concurso IBGE acontecerem em 2022, o órgão informou que precisará de mais dinheiro do que o previsto.

O novo concurso IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) depende da realização do Censo 2022 para acontecer. Entretanto, o órgão confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o orçamento de R$ 2 bilhões previsto pelo governo para a pesquisa não será suficiente.

Em comunicado, o Instituto afirmou que precisará de  informando a verba necessária para o Censo 2022. De acordo com o que o órgão informou ao ministro Gilmar Mendes, o levantamento demográfico requer R$ 2,293 bilhões para ocorrer.

O IBGE disse esperar que “o Executivo e o Legislativo, em conjunto, garantam os recursos necessários para cumprir sua missão institucional de realizar o Censo em 2022, conforme determinado pelo Judiciário”.

AGU defende o orçamento de R$ 2 bilhões

Gilmar Mendes chegou a ser alertado pelo governo do Maranhão que a verba prevista estaria descumprindo ordem da Corte para realizar o Censo em 2022. Sobre isso, a Advocacia-Geral da União (AGU) não existem razões para afirmar que os R$ 2 bilhões serão insuficientes.

No Orçamento 2022, “foi preciso levar em consideração todas as dificuldades do cenário fiscal brasileiro, notoriamente afetado pelos efeitos da pandemia” pontuou o órgão. Então, o ministro deu um prazo de 10 dias para o IBGE informar o valor necessário.

Há grande expectativa na realização do Censo 2022 e, junto com ele, o concurso IBGE. A seleção deve contratar servidores temporários em todo o país para realizar as pesquisas presenciais.

Concurso IBGE e Censo já foram adiados duas vezes

Tanto o certame como a pesquisa deveriam ter acontecido em 2020, mas foram adiados por causa da pandemia de COVID-19. Depois, em 2021, o órgão lançou edital por meio do Cebraspe (banca organizadora) e chegou a realizar inscrições.

No entanto, o governo federal resolveu suspender o concurso IBGE e o Censo Demográfico mais uma vez. A justificativa foi a mesma do ano anterior. O novo cancelamento gerou descontentamento entre os diretores do Instituto.

De acordo com a lei, a pesquisa deve acontecer uma vez a cada 10 anos. Dessa forma, é possível verificar quais políticas públicas devem ser implementadas em cada parte do país para melhor desenvolvimento.

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