Com o aumento da Selic, quanto a poupança passa a render? Entenda

Aumento na taxa Selic, anunciado pelo Banco Central, modifica o rendimento da poupança e também de outros investimentos.

O Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu elevar a Selic em 1,5% ponto percentual. Agora a taxa básica de juros do país está na casa de 7,75%, a maior nos últimos quatro anos. Saiba como isso afeta o rendimento da poupança e de outros investimentos.

Esse foi o sexto aumento seguido da Selic somente no ano de 2021. A tendência é que a taxa básica de juros continue sendo elevada pelo Banco Central para evitar que a inflação saia de controle e prejudique a economia do país.

Alta na Selic: quanto a poupança passa a render

A poupança, principal investimento dos brasileiros está atrelada à taxa Selic. Se a Selic sobe, a poupança passa a render mais. Caso a Selic seja reduzida, o rendimento fica menor.

Agora, com a mudança da taxa Selic, a poupança passa a render 0,44% ao mês e 5,43% ao ano. Com R$ 1.000,00 investidos, a pessoa teria R$ 1.054,30 em 12 meses.

No entanto, vale lembrar que o rendimento está abaixo da inflação. Ou seja, mesmo com o dinheiro na poupança, o poder de compra está sendo reduzido.

Quanto outros investimentos rendem

Outros rendimentos como o tesouro Selic também aumentaram a rentabilidade. Agora, o investimento possui rendimento bruto de 7,65% anualmente.

Por sua vez o CDI (100%) possui rentabilidade de 6,39% ao ano. Já o CDB, em média, está rendendo cerca de 9,95% também ao ano.

Justificativa do aumento da Selic

De acordo com o Copom, a mudança no teto de gastos promovida pelo governo federal causou instabilidade no mercado financeiro. Consequentemente, o ritmo da taxa teve de ser alterado, acelerando a elevação da Selic.

Vale lembrar que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, no Brasil, é de 10,25%, conforme apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As manobras fiscais do governo e a elevação dos combustíveis e alimentos colaboram com a alta do custo de vida.

Leia também

você pode gostar também