Preço da gasolina passa a ter alta de quase 5%, anuncia Petrobras

Alta no valor do petróleo internacional causa novo reajuste no preço da gasolina e também no do diesel. O último aumento aconteceu em outubro de 2021.

Nesta quarta-feira (12/01), começa a valer o novo reajuste no preço da gasolina. A Petrobras atualizou o valor de venda para as distribuidoras de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro do produto. Esse aumento é o primeiro depois de 77 dias e equivale a 4,85%. Vale ressaltar que no fim de 2021, a cobrança sofreu pequenas quedas.

“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro [nas bombas]”, informou a companhia.

Esse reajuste entra em vigor após alta de 5% no valor do petróleo Brent, que é usado como referência para o preço da gasolina e outros combustíveis em todo o mundo. O insumo estava cotado em US$ 74,24 em dezembro e agora passou para U$S 82,00. A quantia equivale a cerca de R$ 460,00.

Preço do diesel também sofreu reajuste

Além disso, também houve alta no preço do diesel, que tinha se mantido estável nas últimas semanas de 2021. O reajuste foi de 8% nas refinarias, fazendo com que o litro suba de e R$ 3,34 para R$ 3,61.

“Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,24 por litro [nas bombas]“, disse a Petrobras.

A companhia afirmou que pratica preços competitivos, considerando as variações do mercado. Contudo, evita repassar os ajustes imediatamente ao consumidor por conta da volatilidade cambial. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), em 2021, a alta foi de:

  • preço da gasolina: 47,49%;
  • preço do diesel: 46,04%.

“Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, pontuou a estatal.

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