Fidel Castro

Um homem letrado, nacionalista e grande orador, Fidel Castro foi herói para uns e bandido para outros.

Fidel Alejandro Castro Ruz nasceu em Bíran, província cubana, em 1926. Filho de migrante espanhol, proprietário de terras, e de uma empregada da fazenda. Estudou em escolas jesuítas e cursou Direito na Universidade de Havana, se tornando doutor em 1950. Ele sempre teve ideais revolucionários e se destacou na liderança estudantil.

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Castro se casou em 1948 com Mila Diaz Balart com quem teve seu primeiro filho, se separou e se casou posteriormente com Dalia com quem teve cinco filhos. Fidel tem uma filha que é fruto de um relacionamento extraconjugal durante o primeiro casamento.

Depois de formado, defendeu camponeses e operários e ingressou na vida política ao se filiar ao Partido Socialista do Povo Cubano, saindo como candidato a deputado em 1952, mas seus planos políticos foram frustrados pelo golpe de Fulgêncio Batista.

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Ativista em prol da libertação de Cuba da tirania de Fulgêncio, Fidel Castro usou rádios e jornais para criticar o governo. Foi para o México e começou a planejar um ataque contra Batista, são os primeiros passos na tentativa de derrubar o governo ditador que estava submisso aos americanos.

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Após o primeiro ataque ao quartel-general em Santiago de Cuba que foi mal sucedido, Castro é preso e na prisão inicia seus planos para uma Revolução que futuramente destituiria o poder das mãos de Batista.

Recebeu a anistia no ano de 1955 e livre começou a colocar seu plano em prática, formando uma guerrilha rural que se estabelece na Sierra Maestra. Junto a Fidel, na luta para livrar Cuba da ditadura de Fulgêncio, está Che Guevara, eles vão lutar por cerca de três anos com grandes batalhas até que, em 1958, Batista foge e deixa aberto o caminho para Fidel Castro assumir o poder.

Seu governo foi marcado por controvérsias, lutou por democracia e liberdade para os cubanos, mas criou uma ditadura repressiva contra os que eram contrários a ele, muitos fugiram para os Estados Unidos buscando melhores condições de vida e mais liberdade.

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Fidel Castro era crítico ferrenho do capitalismo americano gerando inúmeros conflitos de interesse. Os Estados Unidos, por sua vez, ao perceber o alinhamento do governo de Fidel com o socialismo soviético, decretou o bloqueio comercial em 1961 e o fim das relações diplomáticas com a ilha caribenha.

Sem apoio econômico dos norte–americanos, Fidel vai buscar ajuda na União Soviética que durante anos financiou a economia cubana, comprando seus produtos, recebendo em troca apoio militar do governo de Castro para instalar uma base para seus mísseis, o que gerou uma grave crise em 1962, conhecida como “Crise dos Mísseis”.

A aliança com a União Soviética fez de Cuba um alvo em potencial para os americanos, mas era o seu líder quem mais incomodava o governo estadunidense, foram mais de 600 planos da CIA (Agência de Inteligência Americana) para tentar eliminar a figura de Fidel Castro, todos sem êxito.

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O governo de Fidel em Cuba é marcado pela política nacionalista, através da qual ele estatizou empresas de estrangeiros e cubanos, incentivou as indústrias nacionais com o capital soviético, o que permitiu anos de desenvolvimento econômico e paz.

Nesse período, fez reforma agrária, eliminou o analfabetismo com ensino público de qualidade, alcançou bons índices de desenvolvimento humano e social e criou um sistema público de saúde considerado um dos mais desenvolvidos do mundo.

No entanto, esse desenvolvimento foi abalado com o fim da União Soviética e de seu socialismo. Cuba entra em uma era obscura e de decadência econômica e social. Com o país na miséria, Fidel abre a ilha ao capital estrangeiro no início da década de 1990, para tentar salvar a economia.

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Em 2008, com saúde fragilizada e com idade avançada, Fidel Castro renuncia ao poder e passa a presidência ao seu irmão Raul.

Manteve discrição em relação à vida pessoal durante sua trajetória política, mas foi ardente defensor do nacionalismo, patriotismo e do comunismo. Era revolucionário nato, defensor de seus ideais que condenavam o capitalismo norte-americano, marcou seu governo com discursos populistas, o que fez os cubanos que permaneceram na ilha o apoiarem incondicionalmente.

Até o fim de seus dias, em 2016, possuía uma figura carismática e altiva que o tornava herói para uns e um ditador implacável para outros.

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