“Este” e “Esse” têm funções diferentes no texto

Os pronomes demonstrativos "este" e "esse" tem funções diferentes e costumam gerar uma certa confusão. Saiba como usar cada um deles com exemplos.

Apesar de serem parecidos, principalmente na questão da grafia, os pronomes demonstrativos “este” e “esse” têm funções diferentes no texto.

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A escolha entre um dos dois pode mudar um pouco a mensagem que se deseja transmitir.

Por isso, é importante entender bem a diferença entre eles e quando deve usar um, a fim de melhorarmos nossa gramática e comunicação.

Por terem grafias e significados semelhantes, os termos costumam gerar confusão. Mas, como já sabemos, a Língua Portuguesa não tem variações à toa; muitas delas têm funções diferentes e regras que determinam quando precisamos empregar uma ou outra.

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Se você está no grupo que tem dúvidas e sempre se confunde quanto ao uso do “este” ou “esse”, está no lugar certo. Continue a leitura e entenda de uma vez por todas qual é a diferença entre eles e como usá-los (com exemplos).

Diferença entre “este” e “esse”

Os dois são classificados como pronomes demonstrativos e são usados para estabelecer a proximidade de um termo sobre o qual se relaciona na oração.

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Assim, esses pronomes ajudam a situar o discurso no espaço e no tempo, além de variarem em gênero (feminino ou masculino) e número (singular ou plural).

Isso significa que temos as variações: este, esta, estes e estas, assim como esse, essa, esses e essas.

Quando usar “este”?

O pronome demonstrativo “este” é usado para indicar uma proximidade espacial ou situações que acontecem no presente, tendo uma relação temporal.

O referencial é sempre a pessoa que emite a mensagem, ou seja, a 1ª pessoa do discurso (eu e/ou nós).

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Então, o pronome pode mostrar que o termo referenciado está mais perto espacialmente do enunciador do discurso, estabelecer o tempo verbal no presente ou reforçar que o termo relacionado é o mais próximo no texto.

Veja alguns exemplos que podem ajudar a entender melhor:

  • Estes são os legumes que comprei para fazer no almoço;
  • Esta é a sandália que vou usar na festa de noite;
  • Este dia será bastante cansativo, porque temos muitas tarefas para cumprir;
  • A esta hora, nós já deveríamos ter terminado o dever de casa;
  • Este ano está passando muito rápido;
  • Entre pizza e hambúrguer, ele escolheu comer este por ser um apreciador de carne.

Quando usar “esse”?

“Esse” já é usado para determinar posições um pouco mais distantes espacialmente e também no passado ou futuro próximo, no caso de temporalidade, em relação às pessoas com que se fala, isto é, 2ª pessoa do discurso (tu, vós ou vocês).

Por exemplo, quando pensamos na questão temporal, significa que o emissor da mensagem está mais próximo da 2ª pessoa e mais distante da 1ª.

Também quer dizer que eles estão mais distantes do tempo presente e que o referente é o termo menos próximo na mensagem.

Confira alguns exemplos que podem ajudar a entender melhor as regras:

  • Essa sandália que você pegou realmente é sua?
  • Esse dia foi bastante cansativo, mas também foi divertido;
  • Essa hora, eu já tinha chegado em casa;
  • Se não tivesse comprado a casa nova, essa seria adquirida em outro momento;
  • As expectativas eram baixas, mas esse foi um excelente filme;
  • Você começou a praticar exercícios físicos. Esse hábito pode melhorar sua qualidade de vida.

E o “aquele”?

Outra dúvida comum é em relação ao “aquele”, que também é um pronome demonstrativo que varia em gênero e número.

A diferença é que ele é usado para estabelecer uma posição distante ou passado remoto em relação à pessoa ou objeto de quem se fala, o que quer dizer que é a 3ª pessoa do discurso (ele(s) ou ela(s)).

Por exemplo: “Aquela viagem já aconteceu há anos, mas foi inesquecível”.

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