Dívidas bancárias: mutirão de renegociação encerra dia 31; veja como participar

O objetivo do mutirão é oferecer oportunidades a consumidores que estão com dívidas atrasadas em bancos e instituições financeiras.

O final do Mês do Consumidor traz o encerramento da primeira temporada de renegociação de dívidas de 2023. Entretanto, nesta semana, ainda é possível encontrar descontos expressivos para incentivar e facilitar o pagamento das dívidas em atraso, reduzindo a inadimplência. Assim, quem quiser aproveitar a oportunidade tem até o dia 31 de março para participar da nova edição do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira.

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A companha é promovida duas vezes ao ano, nos meses de março e novembro, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em colaboração com o Banco Central, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons estaduais.

Quais dívidas bancárias poderão ser renegociadas?

Os interessados podem renegociar dívidas de cartão de crédito, empréstimo consignado, cheque especial e outras modalidades de crédito com bancos ou instituições financeiras. No entanto, empréstimos garantidos por bens como veículos, motocicletas ou imóveis não são elegíveis para esse tipo de negociação.

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Os descontos, prazos, taxas e condições de pagamento variam de acordo com a instituição. A renegociação pode ser feita pelos canais oficiais do banco ou entidade financeira ou pelo portal Consumidor.gov.br, que o cidadão pode acessar através de sua conta Gov.br com selo prata ou ouro.

A última edição do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira foi realizada em novembro do ano passado, durante a qual foram renegociados 2,325 milhões de contratos. Com efeito, a Febraban afirmou que também divulgará balanço dessa primeira ação de 2023 após o término da campanha.

Como participar o mutirão de renegociação de dívidas bancárias da Febraban?

Para participar do mutirão de renegociação de dívidas bancárias da Febraban, basta seguir as dicas abaixo:

  1. Acesse a plataforma Registrato do Banco Central para saber quais dívidas existem em seu nome e o valor atual.
  2. Determine um valor a pagar mensalmente que caiba no seu orçamento, analisando todas as suas entradas e saídas, como aluguel, faturas de água, luz, etc. Some as despesas e veja quanto falta para quitar a dívida.
  3. Ao negociar, pergunte sobre as condições oferecidas para liquidar a dívida. Se as condições forem aprovadas, você deverá assinar um acordo de negociação. Caso contrário, também é possível fazer contrapropostas para chegar a um consenso.
  4. Se possível, tente quitar as dívidas de uma só vez para conseguir maiores descontos e prazos de pagamento.

No caso de pessoas que não conseguem quitar a dívida sem comprometer despesas essenciais, a recomendação é procurar os órgãos de defesa do consumidor para ter acesso à Lei do Superendividamento, que prevê tratamento especial para quem se enquadra no perfil.

Dados sobre a inadimplência no país

Dados recentes mostram que o país tem cerca de 65,1 milhões de brasileiros com dívidas vencidas, segundo estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), feito em janeiro deste ano.

O endividamento das famílias fechou em alta em 2022, com 77,9% dos consumidores com alguma dívida vencida em dezembro, marcando o quarto recorde consecutivo, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

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