Fenômeno La Niña pode durar até o verão de 2023; como afeta o clima no Brasil?

Evento climático pode durar mais que o esperado e órgãos internacionais já alertam para os possíveis efeitos gerados no planeta e no Brasil.

O fenômeno natural La Niña acontece no oceano e sua ação acaba contribuindo para o resfriamento de águas superficiais de oceanos em diversas partes do planeta, além de impactar na temperatura e nas chuvas de todo o mundo.

Os efeitos do La Niña podem durar até o verão de 2023, e órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), já fazem um alerta global para os impactos dessa persistência. Cálculos da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que a probabilidade do La Niña durar até fevereiro ou março de 2023 é de 75%.

O que é o fenômeno La Niña?

O La Niña é um fenômeno oceânico, que se caracteriza por resfriar as águas superficiais de pontos central e na parte leste do Oceano Pacífico Equatorial, além de promover mudanças na circulação atmosférica tropical. Com isso, as temperaturas e as chuvas são afetadas em toda parte do mundo, incluindo o Brasil.

O início do La Niña acontece justamente nas águas perto da Linha do Equador e o resfriamento anormal das temperaturas das águas produzem consequências para a circulação geral da atmosfera, além de transformar as condições climáticas de toda porção terrestre.

Assim, o La Niña é um fenômeno que traz modificações severas na temperatura, além de trazer também chuvas intensas em algumas áreas e seca severa em outras. O fenômeno acontece de tempos em tempos, em intervalos que variam de 2 a 7 anos.

Fenômeno La Niña pode durar até o verão de 2023

O fenômeno climático La Niña geralmente faz com que as águas do Pacífico Equatorial se esfriem entre 2 °C a 4 °C, acontecendo de tempos em tempos, em intervalos variáveis. A duração não é uma constante e ele pode ter duração de nove meses a um ano.

A previsão é de que o fenômeno La Niña pode durar até o verão de 2023, afetando inclusive o Brasil. Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), as chances de isso acontecer são de 70%. Caso a previsão seja uma realidade, será o terceiro verão consecutivo sob a influência do La Niña.

Todavia, o evento atual teve início em setembro de 2020, chegando ao patamar de evento moderado em alguns meses de 2021. Em outubro e novembro de 2022, a temperatura da superfície do mar também apresentou algumas anomalias.

Em lugares como a Patagônia, a América do Sul e sudoeste da América do Norte, assim como no leste da África, o La Niña foi responsável por registrar climas mais secos. Outros pontos do globo, como o sul da África, norte da América do Sul e leste da Austrália apresentaram um clima mais úmido.

Como o La Niña afeta o Brasil

Cálculos da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam 75% de probabilidade de o La Niña durar entre dezembro e fevereiro de 2023, enquanto há 60% de probabilidade de ele durar entre janeiro e março.

No Brasil, o La Niña age no crescimento dos volumes de chuva, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, o fenômeno é responsável por deixar um período com chuvas abaixo da média na Região Sul, e diminuir as temperaturas no Sul e Sudeste.

Nesse sentido, ainda de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), é a primeira vez no século que o La Niña dura três invernos consecutivos no Hemisfério Norte ou três verões no Hemisfério Sul, desde 1950.

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