Confira as 5 piores profissões da Era Vitoriana

Durante o reinado da rainha Vitória existiam no Reino Unido profissões um tanto nojentas, bizarras, insalubres e até mesmo desumanas. Confira neste texto 5 dessas profissões.

A Era Vitoriana é caracterizada pelo período em que o Reino Unido viveu sob o reinado da rainha Vitória, durante junho de 1837 até janeiro de 1901, época de sua morte. Ou seja, a rainha Vitória governou por 63 anos. Durante esses anos, a Inglaterra viveu sob um período pacífico e de relativa prosperidade, graças a expansão e do Império Britânico no exterior e o ápice da Revolução Industrial. Fatos que propiciaram o surgimento da classe média no país.

Mas a Era Vitoriana ficou marcada na história também por outros motivos. Um deles se refere às profissões. É que durante o reinado da rainha Vitória existiam no Reino Unido profissões um tanto nojentas, bizarras, insalubres e até mesmo desumanas – ou tudo isso junto.

Ficou curioso em conhecer algumas dessas profissões? Então, confira, a seguir, as 5 piores profissões da Era Vitoriana.

As piores profissões da Era Vitoriana

1. Caçador de rato

Uma das piores profissões da Era Vitoriana é o caçador de ratos. Quem exercia essa profissão era responsável caçar os ratos que infestavam as ruas e casas da Inglaterra Vitoriana. Para tanto, os caçadores de ratos usavam um pequeno cachorro, ou furão, ou uma vara.

Era frequente, inclusive, esses profissionais venderem o animal para que ele pudesse participar de uma espécie de jogo. Os ratos eram colocados em uma cova junto com um cão terrier. Os curiosos faziam apostas sobre quanto tempo levaria para o cachorro matar todos os ratos.

Vale destacar que naquela época os ratos eram muito maiores e perigosos em comparação aos que conhecemos hoje em dia. Suas mordidas eram capazes de causar graves infecções.

2. Varredor de rua

Formados em sua maioria por crianças, homens e idosas, os varredores de rua eram responsáveis por varrer o caminho quando um homem ou mulher rica saía de carruagem e precisava atravessar a rua. Eles caminhavam à frente das carruagens limpando os detritos que estivessem pelo caminho. Em troca, esperavam ganhar uma pequena gorjeta.

Na época Vitoriana, as ruas eram encharcadas de lama e cheias de estrume de cavalo. Assim, os varredores de rua enfrentavam toda essa sujeira ao mesmo tempo que desviavam de transportes puxados por cavalos em alta velocidade.

3. Fabricantes de palito de fósforo

Durante a Era Vitoriana, as indústrias de palito de fósforo começaram a adotar o chamado fósforo branco, um composto altamente tóxico. A decisão por fabricar esse tipo de fósforo se deu pelo fato de que esse composto era mais barato na época.

Por ser tóxico, por óbvio, o fósforo branco logo começaria a causar uma grave doença aos seus fabricantes. Essa doença infeccionava a mandíbula, levando a desfiguração do rosto dos doentes. Em alguns casos, a doença levava até a morte.

Os fabricantes de palito de fósforo eram formados em sua grande maioria por meninas adolescentes. Elas trabalhavam em péssimas condições, com turnos de 12 a 16 horas por dia, com poucos intervalos para descanso. Como não ser essa uma das piores profissões da Era Vitoriana?

Uma curiosidade é que o filme Enole Holmes 2, protagonizado por Millie Bobby Brown, retrata em algumas de suas cenas o trabalho das adolescentes nas fábricas de palito de fósforo e como elas estavam ficando doentes por conta do composto químico altamente tóxico. O longa está disponível na Netflix.

4.  Ressurreicionista

Outra profissão considerada uma das piores da Era Vitoriana era o chamado ressurreicionista. No início do século 19, havia uma grande escassez de corpos para serem dissecados pelas escolas de medicina e anatomistas. Isso porque, na época, somente os cadáveres de criminosos condenados à morte poderiam ser utilizados para tal fim.

Para conseguir esses corpos, as escolas médicas pagavam um bom dinheiro àqueles que conseguiam os cadáveres e os entregavam em boas condições. Essas pessoas, portanto, eram os chamados ressurreicionistas.

Mas, para conseguir mais dinheiro, os ressurreicionistas começaram a roubar corpos recém-enterrados. Não bastasse isso, alguns deles chegaram a assassinar pessoas para fornecer os cadáveres às escolas de medicina e aos anatomistas.

Na época, dois ressurreicionistas ficaram famosos, quais sejam, William Burke e William Hare. Eles, supostamente, chegaram a assassinar 16 infelizes entre os anos de 1827 e 1828.

Depois que os assassinatos foram descobertos, entrou em vigor, no ano 1832, a Lei de Anatomia. Ela tornava facilitava o acesso aos cadáveres por parte das escolas de medicina e dos anatomistas ao prever que as famílias poderiam permitir, caso quisessem, fornecer seus corpos para a medicina.

5. Limpador de chaminés

Essa dúvida é uma das piores profissões da Era Vitoriana, podendo, inclusive, ser considerada desumana. Os limpadores de chaminés eram crianças de apenas 4 anos de idade. Isso porque a sua baixa estatura permitia que elas escalassem as chaminés de tijolos com mais facilidade.

A escalada era feita em um espaço claustrofóbico. Além disso, até limpar toda a chaminé, as crianças tinham frequentemente partes do corpo esfoladas. Ainda há o fato de que elas inalavam a poeira e a fumaças das chaminés, o que causava sérios danos aos seus pulmões.

Não bastasse isso, como os limpadores de chaminés pequenos eram os mais procurados, algumas crianças não eram alimentadas da forma correta para impedir o seu crescimento.

Em 1840, a profissão se tornou ilegal qualquer pessoa com menos de 21 anos subisse e limpasse uma chaminé. Mas isso não impediu que algumas pessoas ainda contratassem o serviço.

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